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Empregados da Usina Guaricanga

Pirajui por Unknown em 23 julho 2010 | 07:54:00


Pela segunda vez em pouco mais de um mês, cerca de 500 funcionários da Usina Guaricanga, em Presidente Alves, fizeram manifestação em frente à empresa para reivindicar o pagamento de salários, férias e cestas básicas em atraso.
Acordo com os funcionários para pagamento das dívidas em quatro parcelas, com início no próximo dia 30, teria posto fim à paralisação. Na tarde de ontem, nenhum representante da empresa foi localizado para comentar o assunto.

O problema, que se tornou recorrente, já resultou em assinatura de Termo de Compromisso entre a usina e o Ministério Público do Trabalho (MPT), no mês de abril, para regularização das dívidas. Contudo, apesar do documento, os atrasos envolvendo o pagamento dos funcionários continuam ocorrendo.

Desta vez, a reclamação vai além. Segundo um dos empregados da usina que atua no setor da indústria e pediu para não ser identificado, a empresa teria concedido licença remunerada para os funcionários que trabalham no corte da cana-de-açúcar, mas eles ainda não teriam recebido sequer o pagamento do mês de junho.

No caso do funcionário da indústria, o atraso no pagamento do salário, que teria que ser pago todo dia 5, também está completando dois meses. Ele reclama ainda que não recebe a cesta básica, paga todo dia 20, há três meses, e que está de férias pelo segundo ano consecutivo sem que seja feito o pagamento do benefício.

Após reunião com representantes da usina, o funcionário revela que ela se comprometeu a honrar os valores em atraso a partir do próximo dia 30, com o pagamento parcelado dos salários de junho e julho e das duas férias vencidas todas as sextas-feiras. Se o compromisso não for cumprido, ele informa que os trabalhadores vão fazer nova manifestação.

Na tarde de ontem, a reportagem do Jornal da Cidade foi informada por um vigia da usina de que o expediente no local teria terminado mais cedo e que nenhum responsável estaria na empresa para comentar o assunto.

No dia 15 de junho, cerca de 500 funcionários da Usina Guaricanga que trabalham no corte da cana-de-açúcar cruzaram os braços por algumas horas em frente à unidade em protesto contra os atrasos no pagamento dos salários e cheques que retornaram por falta de fundos. Na ocasião, os trabalhadores reivindicavam o acerto do salário de maio e junho.

Em abril, a usina firmou Termo de Compromisso com o MPT para regularizar a situação mas, segundo o Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Duartina, o acordo não foi cumprido. O presidente da entidade, Abel Barreto, disse na época que a empresa não estaria depositando nem mesmo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados.

O diretor da usina, Edson Sonsini, negou qualquer tipo de paralisação e disse que os trabalhadores estavam em frente à unidade para receber seus salários, após convocação feita pela empresa. Ainda de acordo com ele, não existiria qualquer problema relacionado a atrasos no pagamento e retorno de cheques sem fundos.